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sábado, 23 de abril de 2011


Apetece-me escrever para ti. Não é a primeira vez que o faço, nem será a ultima, mas há certos momentos em que a nostalgia se apodera de mim e a primeira coisa que faço é pegar num papel e num lápis e deitar tudo cá para fora. Só me sinto bem assim.
Sabes mesmo do que me estava a lembrar? De nós, lá no quarto, naquela quarta-feira, quando te deitaste sobre mim, e me prometeste amor eterno. Foi dos momentos mais marcantes. Pegavas em mim como se de uma pedra bastante preciosa se tratasse. Para não falar das coisas lindas que disseste. Até o silêncio. Sim, até o silêncio dizia muito mais do que todas aquelas palavras bonitas. Foi tudo tão intenso, tão mágico. A tua cara transpirava doçura e os teus olhos brilhavam mais do que as estrelas numa noite de verão. A minha mão passava levemente na tua cara, enquanto passo a passo ias esboçando um sorriso cada vez maior, e mais forte. Gostava (e gosto) tanto quando sorrias para mim. Aquele teu olhar doce sobre mim arrepiava-me. Era uma sensação tão boa. Não há palavras para explicar. Nem nunca haverá, é certo. Tudo isto é forte demais para se resumir a breves palavras. A palavras e a tudo o resto. Amo-te.

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2 comentários:

Não peço muito. Tudo aquilo que quero é um pouco de sinceridade e compreensão. Obrigada :)