
Quando somos crianças passámos a vida a ouvir histórias de contos de fadas. Nas nossas brincadeiras, fingimos ser princesas com longos vestidos cor-de-rosa e uma tiara na cabeça, no cimo de uma torre à espera que o nosso príncipe encantado chegue e derrote o dragão e nos salve. Todos os dias inventámos um novo enredo, mas o final nunca muda: "…E viveram felizes para sempre!".
Toda a gente à nossa volta insiste em continuar a criar-nos esse tipo de ilusões, a contar-nos histórias de encantar onde tudo é perfeito!
Mas a verdade é que mais tarde acabamos por crescer, deixamos de ser aquelas crianças inocentes que acreditam em tudo. Somos obrigados a encarar a dura e cruel realidade e tudo aquilo que pensávamos conhecer parece desabar sobre nós. E a atitude das outras pessoas, que em tempos nos contavam contos de fadas, também muda. Agora dizem-nos que esse tipo de coisas são para crianças e que nada disso existe.
Pois bem... já soube o que era acreditar nesse tipo de sonhos e também já soube ser completamente céptica em relação a esse assunto, tal era a desilusão.
Agora não se trata de acreditar ou não; trata-se de uma pontinha de esperança e penso que provém da parte de mim que ainda é criança. Esperança que sejas o meu príncipe encantado, aquele que chega e me salva do dragão. Aquele que me ama da maneira que eu mereço e que me faça feliz para sempre. Sei bem que príncipes, princesas e dragões só existem em contos de fadas, mas gosto de pensar que a nossa história irá acabar com um:
“… E viveram felizes para sempre!”
Amo-te, príncipe.
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Não peço muito. Tudo aquilo que quero é um pouco de sinceridade e compreensão. Obrigada :)