segunda-feira, 2 de agosto de 2010
eu sou assim
(...) não sei o que se está a passar comigo. fiquei assim simplesmente por ouvir uma musica que me fez pensar. pensar no meu antigo 'eu' e no actual. mudei. tanto mas tanto. muita gente diz que sou uma rapariga muito alegre porque me estou sempre a rir. há dias que realmente é assim, mas também existe dias que estou longe de ter vontade de sorrir. há dias que tento evitar ao máximo transparecer aquilo que eu sinto porque chego a conclusão que há assuntos que estão mais que concluidos, mais que eliminados da minha vida mas em contra partida também há os assuntos que eu queria que fossem mais que passado e não são. tenho saudades do meu antigo eu. não porque tinha tudo o que mais amava mas simporque era a dita menina fofinha com um sorriso que contagiava toda a gente. as vezes sinto que sou mais feliz que nunca porque apesar de ter perdido talvez as pessoas mais importantes que tive na minha vida. as primeiras pessoas a quem eu disse um amo-te. a quem eu olhei nos olhos sem medos. a quem eu abraçei com toda a minha força só para me sentir segura. e mesmo que essas pessoas tenham escolhido seguir um caminho diferente do meu, eu nunca os esquecerei nem ninguém os subtituírá. o (meu) melhor amigo por exemplo ... foi, é e sempre será o melhor amigo que eu tive na minha vida mesmo que ele me odeie, mesmo que ele não olhe para mim, mesmo que eu lhe seja completamente indiferente. (...) tem todos razão quando dizem que eu não valho nada, que só sei afastar as pessoas de mim. mas percebem agora o porquê de eu ser assim? não consigo confiar em ninguém. dei tudo de mim as pessoas que mais amei na vida e elas deixaram-me. como se eu fosse algo descartável. lutei muitas vezes mas para quê? nunca tentaram ver aquilo que eu realmente sentia e fazia. as mudanças mais sentidas foi quando deixei de lutar por aquilo que amava, deixando de dar o que quer que seja pelos outros e olhar apenas para mim. mas será que era mesmo assim? por muito que eu tentasse (tente) esconder o que eu sinto, há sempre alguma coisa que deixo escapar, mostrando talvez uma pequena monotónia dentro de mim. tenho a certeza que o que estou a sentir neste preciso momento são apensas saudades. saudades de ser criança e de brincar com as minhas bonecas. saudades dos miminhos que dava a minha mãe que já nem consigo dar por ser tão 'má' para ela. saudades quando não tinha os sentimentos tão carregados dentro de mim. saudades de ser só e apenas eu. sem preocupações. sem medos. mas acima de tudo de ter sempre um sorriso no meu rosto. não digo que seja impossível o ter neste instante porque não é. posso ter perdido muita gente, ter perdido os meus melhores amigos, ter perdido tudo aquilo que considerava meu mas ainda há coisas que valham a pena. sempre ouvi dizer que o que é nosso, por muito que vá embora volta sempre. baseio-me em duas pessoas. duas pessoas que nunca me irão ver desistir delas porque foram as únicas que nunca desistiram de mim, que estiveram sempre do meu lado. são as únicas pessoas em quem confio. são as únicas pessoas por quem eu sorrio. (...) gostava muito de recuperar muitas das coisas que perdi, mas sinto-me sem forças. parece que quando mais eu quero 'esquecer', mais me lembro dessas tais «coisas» [ amigos]. posso nem sequer ser metade daquilo que era, mas sei que tenho o triplo da força que tinha e prometi a mim mesma que nunca mais ia mudar por ninguém. afinal de contas devemos todos gostar uns dos outros tal e qual como somos (...) ;
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Não peço muito. Tudo aquilo que quero é um pouco de sinceridade e compreensão. Obrigada :)