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sábado, 14 de agosto de 2010


Ainda não consegui entender o que se passa comigo. Estes neurónios, estes impulsos nervosos carregados de mensagens electroquímicas andam a dar cabo do meu sistema nervoso. Quando te vejo, algo manda o meu coração bater freneticamente. Não sei ao certo qual é a velocidade máxima que ele tem conseguido atingir nos últimos tempos, mas a verdade é que conseguiu rebentar com os fusíveis. É por isso que às vezes ele não palpita quando te vejo. Ele simplesmente deixa de bater. E é por essa razão que me vês tão pálida. O sangue deixa de ser bombardeado e não consegue chegar a todas as células. (E eu que pensava que pensava que ele batia sempre demasiado depressa quando estamos apaixonados). É para veres, quanto eu gosto de ti. O meu organismo até reage de maneira diferente.

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