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sábado, 3 de julho de 2010

fracasso .


espero, desespero, aguento, respiro fundo e olho para o céu, talvez seja aqui que vá encontrar a força que tanto preciso. mas não aparece, nada aparece, acho que já não está cá mais ninguém para me ajudar. onde estão afinal? ninguém me pode ajudar. mas onde foram todos aqueles que me dizem que está tudo bem mesmo quando é o fim do mundo, que prometem que amanhã o sol brilharia de maneira diferente para mim? onde estão todos aqueles que me trazem de volta o sorriso? mas será que sou eu que não os vejo? mudaram assim tanto que eu já não os reconheço? não, não é possível. fui eu que mudei e deixei de ver aquilo que realmente importa, todos eles estão aqui. se não é do céu que vem a ajuda, é melhor continuar a procurar. percorro e percorro mas não há nada que traga de volta a força de viver, a esperança levada por lágrimas, e agora não resta nada, apenas aquele vazio que nada consegue preencher. é tão estranho viver assim. se analisar bem, não tem lógica: se o amor é o sentimento mais forte, é o que nos faz tão bem e é o que nos trás alguém para o nosso lado, como é que me destruiu? se o amor é a razão de viver, porquê que a minha desapareceu? porquê? fui eu? eu tentei e voltei a tentar vezes sem conta, mas nada resultou. agora que tudo se foi e que já não há a vontade de lutar pela felicidade, simplesmente espero. eu espero aqui que um dia apareças diante dos meus olhos e que finalmente saiba que és tu, que é de ti que eu estou à espera e que é contigo que está o meu sorriso, a minha felicidade e a vontade de te ter sempre do meu lado. mas afinal, quem espero?

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